sexta-feira, 17 de junho de 2011

Crianças veem, crianças fazem.

Nascer, crescer, reproduzir. Muitas pessoas no mundo inteiro seguem a ideologia dessa linha cronológica, fazendo do mundo essa máquina que não para de crescer - o que é muito interessante.

Todavia, todo esse crescimento exige inúmeros esforços de todas as pessoas que estão direta e indiretamente envolvidas no processo.

Boa parte das famílias almeja, cada vez mais, uma vida melhor, com mais conforto, mais dignidade. Pais e mães saem cedo para trabalhar e conseguir mais recursos para, um dia, dar aos filhos aquilo que não tiveram. Quando chegam em casa, as crianças já estão dormindo. Quando estão acordadas, necessitam de uma atenção que seus pais, cansados, não podem dar.

Várias são as situações em que mulheres viram procriadoras, máquinas que geram crianças que não passarão por um processo de boa educação, de formação de bom caráter. Se tiverem sorte, esses meninos serão ‘jogados’ em escolas e, se tiverem mais sorte ainda, terão, pela frente, profissionais que poderão mudar o futuro a que estariam expostos.

Há, ainda, aqueles pais vítimas do estresse, doentes. Muitas vezes transformam – involuntariamente - os filhos em pequenos monstros que não sabem o que fazem, mas seguem aquilo que veem a partir daqueles que são considerados como fonte de inspiração, heróis.

O que as crianças veem, elas fazem.

Em 2006, a Child Friendly – organização australiana sem fins lucrativos dedicada ao bem estar das crianças – criou uma campanha que, em poucas ações, mostra como um simples gesto do cotidiano pode marcar a personalidade de uma criança, negativa ou positivamente.

O vídeo é atemporal e retrata situações vividas em toda a parte do mundo. Vale a pena ver e pensar um pouco. O ‘mundo perfeito’ pode parecer ilusão demasiada, mas é possível melhorar um pouco, basta ter boa vontade e assumir as responsabilidades a que você se expôs.



Um comentário:

  1. Tocante o vídeo. Nos faz refletir como pais, como formadores de opinião, educadores e exemplos que somos para nossos filhos. Os valores estão invertidos. Sem juízo de valor, muitas vezes, é doloroso para os pais decidir o que é melhor para seu filho ou atropelando nosso português, o que seria 'menos pior'. Trabalhar fora ou ficar em casa cuidando da prole? Escola ou babá? Não ter filhos ou ter? E se tivé-los, em qual quantidade? Chegar em casa com o filhote de 1 ano e 5 meses 'pingando' de sono de tanto brincar na escolinha é de cortar o coração. Quais valores estou dando para meu filho? Que tempo tenho para meu filho? O que estou conseguindo ensinar para ele? Uma grande amiga que abriu mão do trabalho se sente muito constrangida quando a perguntam onde ela está trabalhando e ela responde que não está trabalhando mais. Como não está trabalhando se ela cuida da casa, do filho e do marido? [e dela, quando sobra um tempinho]... Desde a gravidez, peço a Deus para me capacitar como mãe. A mulher não nasce mãe, ela pode até ter um 'instinto' materno, mas aprenderá a ser mãe na prática! O assunto fugiu um pouco do tema, mas saiu naturalmente e não vou nem deletar!!! Espero que eu e meu marido consigamos dar bons exemplos para nossa pequena, porque, realmente, ela imita absolutamente tudo o que fazemos...

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