segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pôneis malditos

De uma hora para outra, um publicitário recebe a missão de criar a história para o comercial do novo modelo de uma picape. Chega em casa preocupado, senta no sofá da sala, pega seu laptop e tenta escrever algo. Não consegue imaginar nada de interessante.

Ele olha para o tapete, vê sua filha brincando com cavalinhos coloridos e engraçados. Insight! Dali surge uma ideia louca, que poucos acreditariam dar certo. O profissional é corajoso e a permanência no cargo depende da conclusão dessa tarefa quase impossível.

Em uma analogia banal e completamente inteligente, ele brinca com as picapes concorrentes, utilizando a forma pejorativa de um termo automotivo para chamar a atenção do consumidor para sua marca.

Ao relacionar os cavalos de potência do novo veículo aos ‘pôneis’ das principais concorrentes, simbolizando a baixa potência desses modelos, a campanha surpreende de crianças - que ficam maravilhadas com o desenho animado – a marmanjos e executivos. Eles ignoram as palavras no diminutivo para repetir, por várias vezes, a ‘musiquinha’ que, por motivos desconhecidos, não sai da cabeça!

A origem do comercial, explicitada acima, não tem comprovações de veracidade. Entretanto, não deve ter sido muito diferente disso.

‘Pôneis malditos’ é o tipo de comercial que tinha tudo para dar errado, mas caiu nas graças do povo e deu certo. Talvez muito mais que a expectativa de seus criadores:


Na versão da internet, há, ainda, uma espécie de 'marketing viral', que induz o usuário a repassar a campanha para 10 amigos, a fim de evitar 'maldições'. Nem precisava.

Para você não se esquecer:

Pônei maldito, pônei maldito,
Venha com a gente atolar!
Odeio barro, odeio lama,
"Que nojinho!"
Não vou sair do lugar
"Muaa..! Te quiero!"

Agência responsável: Lew´Lara\TBWA
 

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