Férias com viagem desmarcada.
Pouco tempo para descansar e para fazer qualquer coisa que pudesse exigir muito esforço. Tentar pensar um pouco sobre tudo, tentar chegar a algumas conclusões, algumas decisões. Algumas satisfatórias, outras não finalizadas.
Tentar não ficar muito tempo na internet já seria um bom começo. Pegar um livro para ler poderia ser uma boa solução.
Entretanto, para viciados na internet - por mais que sejam bons leitores - qualquer biblioteca vira uma floresta intransitável. Qual livro pegar? Literatura, mas não podia ser romance ‘água com açúcar’. Suspense poderia ser uma boa ideia, mas, dessa vez, sem os clássicos de Sidney Sheldon. Obras de autoajuda estavam fora de cogitação. Aventura? Ação? O que escolher, afinal?
Uma estante é aberta, vários livros parecem pedir leitura. Indicações são sempre bem-vindas.
- Li este há pouco tempo. É ótimo! – disse uma funcionária da biblioteca.
O vendedor de sonhos – O Chamado. Uma sinopse interessante começa a empolgar e desfazer as incertezas do que pegar.
- Mas isso aqui tá parecendo autoajuda, hein?
- Que nada, pode levar que você vai gostar.
Outra bibliotecária, uma amiga, ao reservar o livro, diz:
- Tem certeza que vai levar esse livro? Eu li até o final porque já tinha começado. Imagine os filmes do Robin Willians. Imaginou? Agora pense aquela mesma cara que ele faz durante todo o filme. Vai ser assim o livro todo.
Às vezes é válido arriscar. Na pior das hipóteses usaria o tempo que dedicaria à leitura para voltar para a internet, por exemplo.
A 'viagem' pela história começa despretensiosa e, ao mesmo tempo, concentrada. O texto estava ganhando um crédito de confiança.
O vendedor de sonhos é um livro para momentos específicos.
Não se encaixa na categoria de autoajuda se você não estiver passando por uma fase em que precisa de auxílio ou, ainda, se não estiver revoltado com o mundo em sua volta.
Por outro lado, se tiver tranquilo, disposto a ‘viajar’ com a narração, receber respostas gratuitas para algumas situações gerais e, principalmente, disposto a reconhecer algumas atitudes sociais - das quais você faz parte - o livro pode ser uma boa opção de leitura corriqueira.
Dessa forma, ‘O Vendedor de Sonhos – O chamado’ sai da ótica da autoajuda e do clichê para se tornar um ‘amigo de bolso’, que passa a descrever situações aparentemente distantes da nossa realidade, mas que, na verdade, estão bem mais próximas que pensamos.
***
Autor: Augusto Cury
Editora: Academia de Inteligência
Categoria: Literatura Nacional / Romance
Edição: 2008
Páginas: 296
Editora: Academia de Inteligência
Categoria: Literatura Nacional / Romance
Edição: 2008
Páginas: 296
Sinopse de divulgação:
Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício global. Com uma eloquência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário