Pouco mais de 15 minutos. Esse foi o tempo destinado à despedida daquele que foi considerado, por muitos, como o fenômeno dos campos de futebol.
De origem humilde, Ronaldo Luiz Nazário de Lima se consolidou, em pouco mais de uma década, como um dos jogadores de futebol mais ricos e conhecidos do mundo.
Teve, durante vários anos, uma carreira brilhante: excelente jogador, criativo, colaborador e digno de atuar em uma seleção brasileira. Em outra fase, porém, teve parte de seu sucesso denegrido por histórias pessoais e por um futebol pouco atrativo que não merece destaque nesse momento.
O Ronaldo pode, de certa forma, ser considerado um divisor de águas no futebol mundial. A partir do Fenômeno é que se teve notícias mais frequentes dos altos salários que movem o esporte e das campanhas publicitárias milionárias que presenteiam aqueles que são bem vistos pelo torcedor e pela imprensa.
A partir da era Ronaldo, começou o intercâmbio de jogadores de diversas partes do mundo. Cortes estranhos de cabelo, aprendizado de idiomas estrangeiros quando nem o português básico era falado, mudança do futebol-arte para o futebol-comércio.
Atualmente, nos campos, não se vê a arte do futebol como antigamente. O campo, hoje, é composto, em boa parte, por personagens estranhos, cismados, marrentos e convencidos. Os jogadores-animais (alusão às mulheres-frutas) podem, muitas vezes, ser donos de um bom futebol, mas que fica chato de ser assistido simplesmente pelo fato de ter, por trás da arte, o comércio, o jogo de interesses, o egocentrismo exacerbado.
A última partida do Fenômeno valeu, além da intenção literal de uma despedida, para mostrar como é interessante um futebol de equipe. Nos quinze minutos finais do primeiro tempo, todos jogavam juntos, para ele. Todos queriam ver um último gol do Ronaldo, que não aconteceu. Contudo, a festa era maior que isso. A falta do gol fenomenal não foi suficiente para tirar o foco do evento.
Gordo, para quem é um atleta. Usando uma peruca, para quem é rico e jogava ao lado de jogadores preocupados em chamar a atenção pelo ‘estilo’ que acham ter. Polêmico por uma convulsão que ninguém entendeu e que nem questiona mais. Famoso por ter ficado com mulheres lindas e outras nem tão mulheres e nem tão lindas assim...
Apesar de tudo isso, recebeu o respeito e admiração de alguns milhares de torcedores que ali estavam representando o Brasil, em coro: ‘Ronaldo!’.
(Paulo Whitaker/Reuters | folha.com)

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ResponderExcluirNa minha opinião Ronaldo foi o melhor jogador, que vi atuando, na Seleção Brasileira! O cara fazia coisas com a bola que eram impossíveis de se imaginar; suas arrancadas em direção ao GOL; seu pensamento em jogar pelo TIME...
ResponderExcluirMas infelismente lesões e casos extra campo acabaram ajudando a precosse aposentadoria. Creio que R9 poderia nos presentear muito mais com seu talento, mas como ele mesmo disse: "o corpo não responde mais"!
Para mim existe um antes e um depois Ronaldo, tanto no talento quanto no "mundo do futebol"!
Esse vídeo, porduzido pela Nike, ilustra muito bem essa opinião: http://youtu.be/dGpEbQ7dvOE
Valeu Ronaldo!