Brasil: país onde quase tudo é permitido. Na tentativa de se tornar uma sociedade moderna, várias são as tentativas de satisfazer a opinião de todos, por mais que, com isso, sejam criadas divergências entre grupos.
Cotas para deficientes, para negros, egressos de escolas públicas já foram temas muito questionados há poucos anos. Até ontem, o assunto mais comentado, no entanto, era a liberação de casamentos entre homossexuais.
Hoje, o foco mudou mais uma vez. O Ministério da Educação (MEC) está querendo renovar a ideia do que é certo e errado na língua portuguesa. Se a postura vingar, não será possível dizer, por exemplo, que alguém falou errado, mas, apenas, que não utilizou a língua normativa (aquela presente na gramática) em determinado momento. Se a situação for informal, a pessoa não terá cometido gafe.
Dúvidas? Se nós falasse assim, por exemplo, no meio de amigos, numa conversa informal, a gente não estaríamos, de acordo com o MEC, falando errado. Bonito isso, né?
Em um país onde a educação sempre foi ponto fraco e preocupante para a questão do desenvolvimento, permitir que livros didáticos tratem o desvio da língua normativa como correto é algo viável?
O que deve ter pensado quem criou esse projeto? E quem autorizou que isso entrasse em vigor, merece o cargo que tem?
Os grandes mestres responsáveis pelo projeto dizem querer, com essa grande ideia digna de gênios, propor um ambiente mais acolhedor para as crianças, um centro de convivência onde elas não se sintam discriminadas, repreendidas e todas aquelas justificativas carregadas de demagogia de quem nunca vivenciou a prática de uma escola brasileira.
Por que não criam projetos para aumentar o salário dos professores e capacitá-los com frequência, para que estes fizessem a diferença que devem fazer em sala de aula? E se fiscalizassem a qualidade da merenda escolar, para que os alunos tivessem o que comer durante as horas de estudo? E se investissem na compra de equipamentos multimídia e materiais didáticos atualizados?
Não deve valer a pena, não causa polêmica, não há promoção pessoal.
Agora, imaginem a cena: um professor de língua portuguesa não poderá corrigir um estudante que fala como bem entende e, consequentemente, que escreverá diferente do padrão, pois este poderá acusar o docente de preconceito. Se for reprimido pelos colegas, poderá abrir um processo contra bullying...
Vocês acreditam que um aluno terá obediência ao professor depois disso? E o que vai ser do futuro de uma pessoa que não será motivada a saber a língua padrão do seu país de origem, elemento mais rico de sua cultura? Como será quando este jovem for prestar Vestibular? Serão criadas novas cotas para isso?
Depois que o país elegeu um semianalfabeto para ser seu representante por oito anos, fica complicado questionar decisões como essas.
Que a gente façamos como sempre fez: questionemos hoje e esqueçamos disso amanhã.
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Links úteis:
- MEC defende que aluno não precisa seguir algumas regras da gramática para falar de forma correta
- Guia prático da nova ortografia - Livraria Melhoramentos
- Guia prático da nova ortografia - Livraria Melhoramentos
Nossa.. é o fim da picada!!!
ResponderExcluirEu não falo tudo corretamente, pelo contrário acho que peco em muitas coisas! Mas ai querer banalizar o português é outra coisa!
Não concordo com esse projeto e acho que isso é uma ajuda a empurrar alunos...o que já está dificil no brasil vai ficar ainda pior!
A culpa nem é só do Lula, mas de todos os políticos ignorantes que elegemos sem saber nem o que é para fazer no Congresso!
Não estou falando só do Tiririca, estou falando também do Marques (e olha q sou atleticana! =)),do Romário e outras cambadas que não entendem nem um pouco de política!
O BRASIL DEVE ESTAR EM RUINAS! Só pode! Qndo penso que não dá pra piorar, piora!
Não assusto com mais nada nesse mundo...pra dizer a verdade...absurdo somos nós nesse mundo podre.
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