domingo, 17 de abril de 2011

Você no controle

15 minutos de fama: é o que quer boa parte de quem aparece na TV hoje em dia, seja através de uma participação num reality show ou em programas de categoria duvidosa.

Ao assistir a alguns vídeos de boa repercussão, pode-se perceber que a ideia dessas ‘celebridades’ é aparecer, indiferente se de forma positiva ou negativa, construtiva ou destrutiva.  

A cada dia, o que se percebe é que não se procura fazer uma televisão criativa, seletiva, inteligente. O problema é que o público, grupo que tem o controle do que é exibido, tem perdido a exigência com relação àquilo a que assiste. Não há critérios de seleção.

Para piorar, há momentos em que, na busca por pontos no Ibope, alguns ‘profissionais’ tentam criar polêmica, forçar a criação de rótulos, denegrir imagens.

Um exemplo não tão recente, mas grotesco, foi da [espaço reservado para a profissão dela, já que não consegui identificar uma] Sabrina Sato ao entrevistar o astro teen Justin Bieber, para o programa Pânico, da RedeTV!.

A ideia não é levantar polêmica sobre o cantor citado. A proposta é tentar entender o que a produção de um programa extremamente popular - que pouco acrescenta à vida de quem assiste - ganha em levar uma ‘repórter’, quase nua, para forçar um inglês muito mal falado e pronunciar o nome do entrevistado diversas vezes de forma incorreta, mesmo tendo sido corrigida.

Até que ponto vale a pena causar polêmica?

 

O cantor pode não ser o mais simpático, mas não se prestou ao papel ridículo a que estava sendo exposto.

Outra referência, em um vídeo de 2006, é a de um repórter que perguntou ao vocalista do Los Hermanos se ele se sentia incomodado por sempre ser lembrado pelo sucesso da música Ana Júlia.

Por mais que o repórter não tenha sido o mais incoerente de todos - já que muitos fazem essa relação - a pergunta pode ter tido um tom a mais de ironia e o cantor, um tanto quanto impaciente, respondeu aquilo que descreve, de maneira resumida, mas precisa, a falta de profissionalismo daqueles que se dizem repórteres, jornalistas, profissionais de comunicação:


  
Para terminar a exemplificação, é válido assistir a uma entrevista feita a um ator conhecido como Paulinho Vilhena, para um quadro do CQC, da Band.

Nesse vídeo, é possível perceber que o programa tem perdido o diferencial que tinha na sua época de lançamento: a criatividade.

É possível perceber, também, que, além de não ser bom ator, o tal Paulinho Vilhena é mascarado, estressado e que não é capaz de lidar com as interferências do meio artístico – o que muitos outros atores e artistas muito mais consagrados, ou não, conseguiram fazer, com parcimônia, no mesmo vídeo.

Por fim, é importante comentar que o repórter, que se fez de vítima com a cusparada que levou, teve sua parcela de provocação, de culpa. Desnecessário.



Dessa forma, leitor, deixe de ser passivo!

O controle remoto fica em suas mãos. Chega de dar Ibope para esse tipo de ‘espetáculo’ barato, que exalta a falta de profissionalismo e que nos reduz a telespectadores pouco pensativos, quase nada seletivos.

É hora de mudar! Sabe aquela velha história de ‘desligue a TV e vá ler um livro’? Pode ser uma boa solução. 

Um comentário:

  1. Desligar a TV e ir ler um livro, é uma excelente solução. A tv aberta brasileira mostra o que dá ibope e se, o que está passando na mídia hoje,é o que os brasileiros gostam de assistir, isso me dá um certo desespero. Decepcionei com a descrição do episódio do CQC (eu admiro muito o Marcelo Tas), porque, mesmo assistindo raramente o programa, o considerava diferente do pânico, que virou besteirol, mulheres peladas, falta de criatividade inteligente! As vezes tenho muita vergonha desse lado 'negro' do Brasil!

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