domingo, 10 de abril de 2011

Jovens de talento

Música. Taí um tipo de arte que certamente agrada boa parte das pessoas.

Pop, rock, pagode, axé, sertanejo, samba, black, soul, sertanejo universitário, bossa, metal, hip hop, funk...

Indiferente da qualidade de cada um dos gêneros - muitos questionáveis - o que importa, de verdade, é o conteúdo das letras das músicas e, tão importante quanto, é a beleza da voz, a capacidade de (en)cantar e fazer bem ao ouvido do público.

Muitas pessoas não têm um filtro seletivo, fazem de seus ouvidos uma lata de lixo, mas, o interessante mesmo, é exigir um mínimo de qualidade para fazer bem aos apreciadores de uma boa música. 

Atualmente, no mercado, são empurradas dezenas de bandas padronizadas, criadas com foco em um público específico, pouco seletivo. Oportunidades são feitas para aqueles que investem alto em sua própria carreira. Vocação e dom ficam em segundo plano. O ideal de muitos é ter destaque no mundo dos famosos, custe o que custar.

Ou você acredita que Restart, KLB (sumiram, felizmente, né?), Felipe Dylon, Wanessa (aquela filha do Zezé e que, misteriosamente, dispensou o Camargo do nome artístico), explosões do axé (‘vou não, posso não’) e sucessos do funk (‘vem tchutchuka linda’, ‘pentada violenta’, ‘créu’) fazem sucesso porque conseguem aliar cantores e músicas de qualidade?

Enquanto isso, inúmeros artistas ‘de verdade’ não se tornam conhecidos. Falta oportunidade.

Faltava. Por preconceito, muitos podem defini-lo como brega, mas, aos sábados, em um quadro de nome ‘Jovens Talentos’, do programa do Raul Gil, a história tem se modificado.

Inúmeros jovens talentos se apresentam semanalmente, deixando jurados impressionados com a capacidade que têm de se apresentar para o público, aliando simpatia, vocação e profissionalismo.

Não tem muito o que questionar. Os artistas que ali se apresentam são bons mesmo.

Para completar o show, a banda do programa produz um espetáculo à parte e o balé – formado por jovens – dá uma aula de dança para as mais graduadas bailarinas do Faustão, por exemplo.

Melhor que expor todos os pontos favoráveis ao quadro do programa, é fazer uma comparação entre artistas ‘de sucesso’ e esses jovens que buscam um lugar no meio artístico.

Veja as comparações abaixo e tire suas conclusões. Fique à vontade para buscar outros vídeos na internet.

Entretanto, antes dos vídeos comparativos, uma dica: deixe de lado o preconceito contra o programa Raul Gil (eu também tinha) e, se não tiver o que fazer no sábado, a partir das 17 horas, 'perca' um pouco do seu tempo admirando seus futuros possíveis cantores prediletos.

Grupo 1:

- Wanessa (aquela que era Camargo):

- KLB 

- MC Créu

- Parangolé:



Grupo 2:






E então, qual grupo você prefere?

4 comentários:

  1. cara eh foda mesmo, de boa, eu fico ateh emocionado ao ver aqueles cantores, eu disse cantores, pois eles não simples artistas, mas sim pessoas capazes de fazer algo simples virar musica de qualidade, e sem ter grande fama, será q é isto q tem atrapalhado a musica atual, a fama?
    mas parafraseando o próprio Raul Gil, Eu 'Tiro meu Chapéu' para o programa, jurados, banda, os concorrentes e ao Raul que a um bom tempo vem fazendo esse trabalho!

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  2. Tive que comentar...
    Não gosto das musicas dos artistas do grupo 1, mas em show a voz e arranjo são diferentes de quando estão em um palco no programa de tv! Eles podem até estarem cantando ao vivo! Mas a voz é ajustada e tem todo o toque por tras disso! Ao contrario do show!
    Mas com certeza esses meninos do Raul cantam bem melhor que do "Grupo 1"

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  3. Grupo 2..................... com certeza! Temos sim que ter ouvidos seletivos, ouvir boas músicas, mas livres de preconceito. "Há momento para tudo" e existe algumas horas em que chego a curtir uma música com letra idiota, com cantor brega, querendo aparecer, porque o ritmo é bacana... Bem, de vez em quando não mata e nem vai me 'emburrecer'... kkk.

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  4. Alessandra, concordo com você. 'Temos sim que ter ouvidos seletivos, ouvir boas músicas'. Mas, talvez, eu tenha um pouco de preconceito, sim.

    Não sei se você já viu o programa que citei (e indico este quadro específico), mas lá é possível perceber que não é preciso ser um cantor qualquer para cantar pagode, por exemplo.

    No programa, cantam pagode, hip hop e outros estilos menos 'apreciados', mas os candidatos vão muito além dos 'artistas' que fazem sucesso - mesmo que temporário - pelo nosso mercado.

    Há um preparo, há técnica, há simpatia, enfim, existe uma qualidade inquestionável, completamente diferente do que ouvimos nas rádios.

    Outro exemplo fora disso: o MC Marcinho tem, junto ao DJ Malboro, uma música de nome 'Se ela dança, eu danço'. Ouça a mesma música numa versão diferenciada, mais trabalhada. É outro nível.

    Por fim, acredito, sim, que existe uma música certa para cada situação. Mas não custa nada selecionar o que há de melhor para cada momento.

    Nossos ouvidos agradecem!

    Pessoal, valeu pelos comentários e divulgação!

    Abraços!

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