Uma semana após a lei 9.529/2008 - que elimina do comércio de Belo Horizonte as sacolas plásticas convencionais derivadas do petróleo - entrar em vigor, é possível perceber que população e comércio estão conseguindo se adaptar bem à nova rotina.
Nos supermercados – local onde as sacolinhas eram utilizadas em larga escala – os hábitos dos consumidores têm adquirido novas versões. Entraram em cena as sacolas retornáveis, os antigos carrinhos de feira e mais uma infinidade de apetrechos criados graças à criatividade das pessoas.
Ao contrário do que se possa imaginar, a proposta tem dado certo e a ideia já tem sido aproveitada em outras cidades do país.
Entretanto, como já era de se esperar, sempre terão aquelas pessoas que vão reclamar, questionar a falta de democracia da medida adotada pelo governo, o abuso de autoridade e todas as demais desculpas que já são conhecidas por todos.
Falta bom senso de parte da população. Se for feita uma análise superficial, será possível constatar que uma simples sacolinha de plástico utilizada em supermercados gasta mais de cem anos para sua completa degradação no meio ambiente. Vale mesmo a pena continuar com isso, se boa parte das pessoas não têm consciência de sua utilização e descarte?
Falta bom senso de parte do comércio. A lei entrou em vigor e tem funcionado, mas falta colaboração. Nem toda compra é planejada e, por isso, o comércio deve oferecer, sim, métodos alternativos para seus clientes. Não é justo pagar R$ 0,20 para cada sacola plástica ‘ecologicamente correta’, afinal o cliente já gasta o bastante em suas compras. Não é correto pagar ainda mais para ter direito a essas sacolas descartáveis.
Além da oferta das sacolas retornáveis, que não custam muito (média de R$ 2) e podem ser utilizadas para outros fins, o comércio deveria disponibilizar, gratuitamente, embalagens de papel, por exemplo. Chega a ser incoerente vender produtos e ver os consumidores fazendo ‘malabarismo’ com as compras por falta de suporte. O cliente deixou de ter direitos e razão?
Falta bom senso do governo. A lei entrou em vigor há poucos dias, mas percebe-se que a fiscalização é desigual. Além disso, o governo e o comércio deveriam fazer parcerias para que o cliente tivesse pelo menos uma solução gratuita nos estabelecimentos em que fizesse compras. Que tal mexer um pouco no que é recolhido através dos impostos sobre cada produto?
De qualquer forma, a decisão correta foi tomada. O meio ambiente grita por socorro e esforços devem ser feitos para amenizar a situação.
Há 20 anos, aproximadamente, as sacolas derivadas do petróleo não existiam e a população fazia compras, descartava o lixo e conseguia sobreviver. Por que seria diferente agora?
Daqui a pouco, quando essas sacolas não fizerem tanta falta, será a hora de pensar em uma solução para as garrafas pet. O prazo que elas gastam para decomposição no meio ambiente é indeterminado e, além disso, não são descartadas de forma correta.
Algumas dicas:
- Pedestres
Comprem uma sacola retornável. O valor médio é de dois reais e são vários os modelos. Apresentam durabilidade e podem ser carregadas no bolso, mochila, bolsa...
- Motoristas
Comprem, além da sacola retornável, uma caixa plástica. Para compras maiores, é ideal para ser colocada no porta-malas do carro. Além de dispensar qualquer tipo de sacola, é prática para organizar os produtos, para transportar e ainda pode ter outras funções dentro de casa.
Toda adaptação demanda tempo. Com colaboração e consciência, será possível aceitar, em breve, essa nova realidade.
Toda adaptação demanda tempo. Com colaboração e consciência, será possível aceitar, em breve, essa nova realidade.
eh uma medida muito boa sim ao meio ambiente, e ao mer às próprias pessoas tbm, a eliminação destas sacolinhas, nos tras a um mindo mais simples, coisa q a praticidade e comodismo tem nus tirado, vejo além de uma medida ecologia uma medida pscicologica, tanto para nos consumidores qnt a atendentes e bolconistas, o simples fato da a obrigação de nós mesmos termos em ter uma sacola retornavel, ou sei la uma caixa de papelão, muda e muito o nosso meio, resgatanto antigos costumes...
ResponderExcluirÉ...essa readaptação era urgente, o planeta já tá gritando por socorro faz tempo. Mas, como nem tudo pode ser perfeito, pensa-se um lado e esquece o outro. E é aqui que o governo deveria agir. Parcerias entre governo/estabelecimentos deveriam ser feitas para que, mais uma vez, não sobre apenas para a população.
ResponderExcluirÓtimo texto!!! Virei fã...
Gostei dos 'dois lados da moeda' que você abordou. Sendo bastante sincera, confesso que, como dona de casa, fiquei pensando como iria fazer sem essas sacolinhas de plástico e suas mil e uma utilidades. Pelo menos lá em casa, as vezes, elas viram saquinho de lixo. É uma forma econômica de evitar jogar mais plástico no meio ambiente já que elas estão lá em casa. Juro que estou pensando em uma solução: já compro sacos plásticos biodegradáveis (e caros) para o lixo maior. Agora vou ter que comprar sacos de lixo biodegradáveis (e caros) para os lixos menores. Pelo menos agridem menos... Concordo 100% quando colocou que os governantes deveriam ter pensado em uma solução que beneficiasse todos. O custo das sacolinhas já estava 'embutido' no preço dos produtos. Será que os preços vão reduzir pelo menos um pouquinho agora? Estou pensando como vou fazer com as compras mensais (aquelas em que geralmente compro um carrinho e meio). Como vou fazer para transportar para meu apartamento que não tem elevador? Complica um pouco. Mas o ser humano é criativo e sei que ainda vou encontrar uma solução viável. Já comprei uma sacola retornável grande que vai dobrando e dobrando... e vira uma fashion bolsa pequenininha (rs rs). Aos poucos me adapto e nem vou sentir falta das sacolinhas... e o planeta agradece!
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