Não se fala em outra coisa. Também não é para menos. A tragédia que acomete o Japão desde o fim da última semana tem sido a base de comentários em qualquer grupo da sociedade, em qualquer lugar, em qualquer noticiário.
É estranho pensar no tamanho da catástrofe quando se lembra que o Japão é o país mais preparado para enfrentar acidentes naturais. Pelo fato de estar situado numa área onde placas tectônicas se encontram, os abalos sísmicos são previstos, mas inevitáveis.
Lendo algumas reportagens a respeito, conversando com um amigo sansei (neto de japoneses) e relembrando uma entrevista que vi há cerca de três meses com o Roberto Kovalick – correspondente da Rede Globo que dispensa comentários sobre o profissionalismo na transmissão – é que se pode ter uma noção ainda maior do tamanho do desastre.
Como os problemas dessa categoria são constantes por lá e por ser um país desenvolvido – em vários aspectos – os moradores são, desde a infância, educados e treinados para que possam saber o que fazer nesse tipo situação, por pior que ela seja. Comportamento pouco comum por aqui, não é mesmo? Talvez venha daí a tão comentada sabedoria oriental...
Durante esses dias, tem sido possível ouvir tanto comentários solidários aos japoneses quanto desabafos da população brasileira, como ‘queria ver se isso tivesse acontecido no Brasil...’.
Já imaginaram a situação? Não é muito pensar nisso acontecendo por aqui.
A sociedade brasileira não é preparada para esse tipo de catástrofe, mesmo porque fomos beneficiados com a localização geográfica e estrutura do nosso país e, felizmente, não somos surpreendidos por tamanha fúria da natureza.
Nesse ponto temos sorte, indiscutivelmente. Somos, sim, abençoados por Deus e temos um país bonito por natureza.
O problema, por aqui, não é natural. Muito se fala em enchentes, desmoronamento, inundação, queimadas. Entretanto, pode-se perceber que na maioria das vezes, tem a ação do homem ou a [falta de] ação do governo.
Os exemplos podem ser vistos em qualquer esquina: pessoas construindo suas casas em áreas de risco, quando o papel do governo seria impedir tais obras desde o início; cidadãos jogando entulho, móveis e eletrodomésticos velhos, garrafas pet e até míseros papeis de bala em via pública, em leitos de rios, em lagos, o que causa entupimentos de bueiros, transbordamento de córregos e de represas; fumantes que jogam o resto do cigarro pela janela do carro e causam ‘hectares de queimadas’.
O que não se vê por aqui, ao contrário do que é visto no país do oriente, são, justamente, princípios básicos de uma sociedade: respeito, educação, sabedoria...
Muitos brasileiros são educados, sim. Sabem respeitar, são sábios. Mas, nesse sentido, ainda temos que evoluir bastante.
E, quanto ao governo, basta uma questão: um representante japonês cobra, publicamente, medidas e informações da empresa que gerencia as usinas nucleares daquele país. É comum vermos esse tipo de cobrança por aqui?
Dessa forma, agradecendo por termos sorte do país em que vivemos, fica, aqui, a solidariedade ao povo japonês.
Sabedoria. Precisamos disso.
É estranho pensar no tamanho da catástrofe quando se lembra que o Japão é o país mais preparado para enfrentar acidentes naturais. Pelo fato de estar situado numa área onde placas tectônicas se encontram, os abalos sísmicos são previstos, mas inevitáveis.
Lendo algumas reportagens a respeito, conversando com um amigo sansei (neto de japoneses) e relembrando uma entrevista que vi há cerca de três meses com o Roberto Kovalick – correspondente da Rede Globo que dispensa comentários sobre o profissionalismo na transmissão – é que se pode ter uma noção ainda maior do tamanho do desastre.
Como os problemas dessa categoria são constantes por lá e por ser um país desenvolvido – em vários aspectos – os moradores são, desde a infância, educados e treinados para que possam saber o que fazer nesse tipo situação, por pior que ela seja. Comportamento pouco comum por aqui, não é mesmo? Talvez venha daí a tão comentada sabedoria oriental...
Durante esses dias, tem sido possível ouvir tanto comentários solidários aos japoneses quanto desabafos da população brasileira, como ‘queria ver se isso tivesse acontecido no Brasil...’.
Já imaginaram a situação? Não é muito pensar nisso acontecendo por aqui.
A sociedade brasileira não é preparada para esse tipo de catástrofe, mesmo porque fomos beneficiados com a localização geográfica e estrutura do nosso país e, felizmente, não somos surpreendidos por tamanha fúria da natureza.
Nesse ponto temos sorte, indiscutivelmente. Somos, sim, abençoados por Deus e temos um país bonito por natureza.
O problema, por aqui, não é natural. Muito se fala em enchentes, desmoronamento, inundação, queimadas. Entretanto, pode-se perceber que na maioria das vezes, tem a ação do homem ou a [falta de] ação do governo.
Os exemplos podem ser vistos em qualquer esquina: pessoas construindo suas casas em áreas de risco, quando o papel do governo seria impedir tais obras desde o início; cidadãos jogando entulho, móveis e eletrodomésticos velhos, garrafas pet e até míseros papeis de bala em via pública, em leitos de rios, em lagos, o que causa entupimentos de bueiros, transbordamento de córregos e de represas; fumantes que jogam o resto do cigarro pela janela do carro e causam ‘hectares de queimadas’.
O que não se vê por aqui, ao contrário do que é visto no país do oriente, são, justamente, princípios básicos de uma sociedade: respeito, educação, sabedoria...
Muitos brasileiros são educados, sim. Sabem respeitar, são sábios. Mas, nesse sentido, ainda temos que evoluir bastante.
E, quanto ao governo, basta uma questão: um representante japonês cobra, publicamente, medidas e informações da empresa que gerencia as usinas nucleares daquele país. É comum vermos esse tipo de cobrança por aqui?
Dessa forma, agradecendo por termos sorte do país em que vivemos, fica, aqui, a solidariedade ao povo japonês.
Sabedoria. Precisamos disso.
Colaboração: Leandro Taíra (@AkioTaira) e Sandra Rezende.
Parabens pelo texto! ficou muito bom! As catastrofes aumentam a cada ano! Nao me lembro se foi ontem ou que dia que foi..mais alem de terremoto e tsunami, um vulcao entrou em erupçao! isso é muito ruim.. nao sei o que os japoneses fizeram de ruim.. mais eles nao merecem isso! triste..
ResponderExcluirConcordo plenamente que nosso país é Abençoado por DEUS! O que é muito triste, são que as pessoas não "enchergam" a beleza que nos foi dada e a destroi. Basta andar alguns mestros apenas e ver pessoas jogando as coisas no chão sem pensar nas consequencias! E depois reclama que perdeu tudo por CAUSA DA CHUVA! A chuva não é a culpada. A população e o governo, é quem são os culpados! Realmente precisamos de SABEDORIA para planejar uma forma de orientar melhor as pessoas... Mais o que precisamos mesmo é de CONSIÊNCIA! Consiência de que nossas ações podem trazer consequencias desastrosas, não apenas diretamente à nós, mas até mesmo aos Japoneses, por exemplo! O que pode ser feito?! Que tal começar mudando suas AÇÕES!!
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